Exegese do Alfarrábio literário…
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Visitar um Sebo. Passar horas garimpando livros.
Ir a uma biblioteca, passeando por entre as estantes abarrotadas, recebendo a vibração de cada história viva que vem das páginas à sua volta.

Consegue sentir?

Stitched Panorama

Na presença de livros somos curiosos em busca de algo. Informação diriam alguns, entretenimento diriam outros, fontes bibliográficas seguras para muitos, meros enfeites para tantos.
A verdade é que o livro é algo mágico. De uma forma um tanto quanto simplista, mas de uma magnitude gigantesca, palavras em ordem que nos transportam para longe. Nunca será tempo perdido ler um bom livro. Também não é perda de tempo conviver com alguns em momentos de lazer, estudo ou procrastinação.

Tenho convivido com livros durante toda a minha vida ( mais detalhes neste post pro “Livros e Afins”) e em muitos momentos, são minha única companhia. Não me considero um devorador voraz de livros, até porque como universitário, mercadólogo, músico, designer, blogueiro, esposo e pai, preciso dividir muito bem meu tempo, sobrando pouco para um momento a sós com um livro. Mas, todo esforço é válido!

De ‘Marcelo Marmelo Martelo‘ à ‘Admirável Mundo Novo‘ li de tudo um pouco.
Fiz a viagem de ‘On The Road‘ com Jack Kerouac, e compartilhei das mesmas dúvidas de Holden Caulfield em ‘O Apanhador no Campo de Centeio‘. Como Arnie Cunningham, me apaixonei por um carro demoníaco, um Plymouth Fury 1958, em ‘Christine‘ de Stephen King. E voltei na máquina do tempo da NASA para conhecer melhor Jesus Cristo e os seus, em ‘Operação Cavalo de Tróia‘ de J J Benítez. Conheci algumas das milhares de incógnitas que existem em nosso planeta, num monólogo entusiasmado com Erich von Däniken em seu ‘Eram Os Deuses Astronautas?’, tirando minhas próprias conclusões sobre a existência enquanto criacionismo versus evolucionismo nas fontes ‘A Origem das Espécies‘ e a ‘Bíblia Sagrada‘.

Com a graduação em marketing, vieram os livros técnicos. Porém muitos deles de uma leitura tão fácil e intuitiva que se tornam praticamente livros de cabeceira. ‘A Origem do Prazer‘ de David Linden liga-se quase que instantaneamente com o ‘Criando Demandas‘ de Adrian J. Slywotzky e, ambos, acabam sendo atestados pelo mestre Kotler em ‘Marketing 3.0‘ e Dan Hill em seu ‘Emotionomics‘.

E até aqui citei o quê? Um pouco mais que meia dúzia de livros?
Li centenas! É provável que em 32 anos de leitor, li milhares. Não sei dizer…
E os releio, volta e meia, para me provar que enquanto envelhecemos mudamos constantemente de visão e conceitos.
E leio novos, de todos os gêneros, pra compor um pouco mais daquilo que faz parte de mim mesmo.

P.S.:
Exegese: Interpretação profunda de um texto;
Alfarrábio: Denominação atribuída a um livro antigo ou usado;
Literário (Literatura):  Um texto é literário quando consegue produzir um efeito estético.

Written by MarcelGinn®

Não sou chegado de Dalton Trevisan, nem fiz poesia com Leminski, o que não me torna menos vampiro de Curitiba.

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