Crise x Marketing Digital – Três importantes pontos a se pensar…
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Em tempos de crise, toda empresa procura enxugar seus gastos e minimizar seus investimentos.
É algo natural num processo de reter menores lucros baixando seus custos. O porém, é que muitas empresas ‘apertam o cinto’ justamente onde não deveriam: em sua comunicação.

Tomemos como exemplo um varejista de pequeno porte de roupas e calçados. Uma dessas lojas de bairro, que possui um bom market share (parcela de mercado) mas que viu suas vendas despencarem vertiginosamente nos dois últimos anos. Apesar de enfeitar a vitrine com cartazes de descontos (verdadeiros e com uma boa margem de ganho para o consumidor) as vendas simplesmente congelaram. Vários dos clientes assíduos não aparecem há meses e o modesto estoque, que já foi melhor em épocas de ‘vacas gordas’, não baixa.

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Agora uma pergunta, que precisa de uma resposta como consumidor, seja sincero ao responder: você parou de consumir produtos e serviços? … É bem provável que sua resposta seja: “- Não, apenas diminuí meus gastos com supérfluos e agora, mais do que nunca, procuro produtos de qualidade com preço justo.”

Então o que acontece com a loja que não vende, mesmo com uma promoção real de descontos?
Pense um pouco…
É provável que ela não comunique de modo efetivo seus produtos e  promoções. Talvez aqueles clientes assíduos estejam acostumados a um nível de preços previamente praticados e, diante do atual momento econômico, procurem alternativas. Se ninguém sabe que você tem produto de qualidade por um bom preço, como vender? Leve em conta que a maioria de nós enquanto consumidores desenvolvemos novos costumes com a advento da internet, que é justamente procurar produtos e comparar valores no Google, através de nosso smartphone, em casa, em nosso tempo livre e sem muita pressa. A grande concorrência não fica apenas por conta de grandes varejistas ou concorrentes locais mas, principalmente, dos e-commerce’s com preços reduzidos, descontos progressivos, entrega na porta de casa e variedade de produtos. O setor digital de roupas, calçados e acessórios já é o segundo maior mercado de e-commerce brasileiro e, segundo dados, só cresce! Consumidores passaram a temer menos comprar online, de posse de conhecimentos de seus direitos através do Código de Defesa do Consumidor e, diante de uma gigante gama de escolha de produtos e serviços tanto quanto meios para a compra.

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Então você deve criar um e-commerce para sua loja física?
Não necessariamente, porém se você possui expertise para tanto ou pode contratar um profissional da área, ter um canal de venda online para um ponto físico é mais um meio de vender. Há toda uma expertise e processos que precisam ser revisados e implantados, mas é claro que é muito válido. O mais importante porém é compreender que você, mesmo sendo loja física, deve estar presente no meio digital. Ser mais uma opção de compra para quem pesquisa online. Anúncios digitais possibilitam que você consiga trabalhar com áreas de alcance, tanto no Facebook Ads quanto no Google AdWords, segmentando seu público e fazendo com que seus anúncios apareçam para potenciais compradores somente em sua região de alcance. Você pode inclusive criar anúncios diferentes para públicos diferentes, em horários diferentes, somente em uma campanha. Você reforça sua marca e, de quebra, vende pra quem procura por comprar o que você tem pra vender.

Então você deve investir em anúncios?
Não exatamente. Você deve compreender que sua marca precisa estar online. Para tanto, é preciso estruturar-se e fazer da maneira certa. Não adianta – salvos casos raros – investir em anúncios no digital, quando não há, por exemplo, para onde ir com um clique. E mesmo que haja, se a estrutura do site destino estiver desatualizada, fora de padrões de usabilidade, navegabilidade e responsividade que um site precisa ter, pode causar má impressão, fazendo com que o visitante não sinta confiança na qualidade da marca e, consequentemente, não compre. Sua marca pode começar aos poucos, só não pode estar ausente, sem presença digital.

Então pense seriamente nestes três importantes pontos:

1 – Comece por um bom website

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Parece incrível ter que dizer isso, mas muitas lojas físicas não possuem um website.
Compreenda que, como um cartão de visitas, o seu website é a primeira possibilidade de um novo cliente conhecer seu negócio. Já se tornou instintivo, quando um amigo comenta sobre um produto ou serviço que nos interessa, partimos imediatamente pra web procurar seu site. Lá, encontramos a localização, meios de contato e, espera-se, tenhamos também algum contato com imagens sobre o serviço ou produto que nos despertem mais interesse. Em seu site, o visitante pode encontrar links para suas mídias sociais (relacionamento), tirar alguma dúvida ou dar uma sugestão através da página de contato. Seu site é indexado pelos buscadores e começa a aparecer em pesquisas orgânicas (encontrabilidade). Sua marca passa a existir também digitalmente (presença digital). O seu site também pode ser ponto de destino de cliques, tanto orgânicos como patrocinados. Você pode utilizar uma Fanpage como canal principal de contato com seus clientes, mas não pode deixar de ter um site institucional.

Não se esqueça, porém, que o site precisa estar estruturado. Isso não quer dizer que você precise de uma megastore, despendendo gastos com um website mais caro, mas um site institucional, contendo o mínimo de design (UI – UX), que condiga com sua marca, que contenha informações concisas e imagens com boa qualidade, é o básico. Procure um profissional sempre.

2 – Utilize as mídias sociais

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Sabemos que o Facebook e o Google são plataformas também para negócios.
Além da possibilidade de anúncios segmentados, fornecem caminhos para relacionamentos com clientes em potencial que procuram pelo que você vende. Não compreenda isso como um SAC (sim, pode assumir essa forma) mas como outro canal de encontro com sua marca. E não somente o Facebook, pois vemos marcas utilizando outras mídias como forma de negócio, de forma criativa, se relacionando, tendo seu conteúdo replicado. Muitas utilizam o Instagram, o Twitter, o Google + ou  o Pinterest, além de outras, como formas de criar encontrabilidade e presença digital, fortalecendo sua marca.

Se você acredita nisso, já possui perfis em mídias sociais, NUNCA se esqueça de atualizá-las e acompanhá-las. Se vai entrar na brincadeira aprenda como funciona – não sabe brincar, não desça pro play – pois cada mídia possui uma dinâmica, uma forma certa de se comunicar e interagir. Lembre-se sempre que mídias sociais são canais de relacionamento e não puramente venda, ainda que possa acontecer. A ideia é criar conteúdo relevante, criando assim relevância para a marca, através de informações precisas e pertinentes para seus seguidores. A preocupação com conteúdo e imagens ou vídeos é a mesma! Qualidade na hora de informar, mostrar, entreter. Sua marca só tem a ganhar.

3 – Não pense em crise … Crie!

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Seja criativo em novas formas de se destacar e encantar seu cliente.
Não que você tenha de aumentar as despesas com o cafezinho, balinhas em baleiros ou encher seus clientes de brindes. Encante-o pelo que você tem a oferecer. Você pode ter insights para melhorar a comunicação, um serviço ou produto que possa conter um UP. Mesmo a melhora no atendimento ou meios de pagamento trazem grandes resultados. Você precisa se esforçar para que sua marca seja lembrada sempre e, consequentemente na hora da verdade, a decisão de compra. É por isso que relacionamento é a chave para clientes fieis, mesmo em tempos de crise.

Você pode pesquisar o que seus concorrentes estão fazendo, ou mesmo observar o que outras marcas de outros mercados implementaram, que possa ser adaptado para o seu negócio. Não esqueça de utilizar sua marca em toda a comunicação, seja um e-mail marketing ou um cartão de visitas, preocupe-se com o design. A construção de uma marca é tarefa árdua, nem sempre acertamos tudo, mas durante o processo você poderá rever erros e acertos, melhorá-los, adaptá-los ou abandoná-los. O importante é estar em constante movimento procurando sempre destacar sua marca e melhorar seus produtos ou serviços.

Para complementar essa informação, talvez você queira ler estes posts:

Como o Google pode ajudar pequenas e médias empresas.

Cinco Tendências de Marketing Digital 2015-2016.

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Written by MarcelGinn®

Não sou chegado de Dalton Trevisan, nem fiz poesia com Leminski, o que não me torna menos vampiro de Curitiba.

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