Como a tecnologia impacta a sala de aula.
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Já a algum tempo temos notado a falta de cadernos sobre as mesas em salas de aula.
O que se vê são notebooks ou tablets conectados, além de muitos smartphones – terror de qualquer professor. A maioria dos alunos (principalmente universitários) não carregam mais bolsas cheias de livros, restando a poucos essa modalidade. Durante muitos anos o livro didático foi unânime no processo educacional mas, já tem perdido sua força. É o que apontam várias pesquisas, entre elas, a de Greg Bateman, na coluna e-gringo do Publishnews que afirma: 66% de diretores, professores e coordenadores de escolas particulares que participaram da pesquisa já utilizam o ebook em sala de aula.

E notadamente chegamos a conclusão de que é um processo puxado, ou seja, não são as instituições que procuram fornecer um aprendizado diferenciado envolto com tecnologia mas sim, as novas gerações de estudantes e as próprias tecnologias que obrigam um repensar na forma de educar. Pensemos também nos custos altos dos livros exigidos pelas matérias nos cronogramas de ensino, na dificuldade de encontrá-los ou na desnecessidade (se é que se pode dizer isso de um livro técnico) em adquiri-los apenas para um semestre. E o número de vendas de ebooks cresce exponencialmente, 225% de acordo com dados da pesquisa Produção e Venda do Setor Editorial, feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por encomenda da Câmara Brasileira do Livro e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), o mercado editorial brasileiro com os ebooks saltou de R$ 3,8 milhões em 2012 para R$ 12,7 milhões em 2013, ano base do levantamento.

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Desnecessário dizer que a forma como aprendemos mudou, e drasticamente. Ainda que muitos estudos no campo da cognição e educação venham defender que este aprendizado não linear possui falhas e muita informação disforme ou errada, além de, tornar nosso cérebro mais preguiçoso quando diante de tarefas que exijam mais de nossa concentração (como em sala de aula!?), por outro lado o relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, diz que “o recurso às novas tecnologias constitui um meio de lutar contra o insucesso escolar. Muitas vezes, os alunos com dificuldades no sistema tradicional ficam mais motivados quando têm oportunidade de utilizar essas tecnologias e podem, deste modo, revelar melhor os seus talentos”.

E o cenário virtual que nos proporciona tanta informação, influenciando a forma como aprendemos qualquer coisa, torna-se cada vez mais popular entre as novas gerações. Se hoje já é difícil conseguir a atenção e o envolvimento de uma classe, imagine daqui a cinco anos se, quem estiver por detrás do ensino, não se atualizar e familiarizar com a tecnologia tanto quanto os futuros estudantes. Professores precisam deixar de ser totalmente analógicos no processo de ensino, governos precisam apresentar soluções para a área da educação, pesquisadores e desenvolvedores precisam criar novos mecanismos que auxiliem nessa empreitada…

Vemos marcas como o Google, lançando seus produtos dentro de um pacote voltado para o ensino (Google For Education), vemos cada vez mais sites que fornecem cursos e vídeo aulas de forma gratuita (inclusive com certificação), como é o caso do Portal Veduca e startups como Qranio, Geekie e o Descomplica. Porém muitos esforços ainda são necessários (e há espaço no mercado) para produtos, formas e meios que facilitem ou proporcionem uma imersão mais rica no processo de aprendizado.

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É sempre bom ficar de olho em eventos como a Bett Brasil Educar (maior evento de educação e tecnologia da América Latina) onde surgem muitas ideias e inovações específicas para a área de educação. Tratando-se de formação de alunos que serão futuros cidadãos, todo o esforço é válido no sentido de fornecer meios os quais acrescentem e enriqueçam o aprendizado.

O futuro do país agradece!

Written by MarcelGinn®

Não sou chegado de Dalton Trevisan, nem fiz poesia com Leminski, o que não me torna menos vampiro de Curitiba.

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