A Coca-Cola do domingo e o Stuart Little…
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Li o texto de Natália Mateus, ‘O rato roeu a garrafa de Coca-Cola‘, no Presença Online sobre o monitoramento feito durante a veiculação do caso do rato – que na verdade é o caso do Sr. Wilson –  elucidando aquilo que muitos questionaram: ‘Pode a Coca-Cola sofrer uma crise de marca ou presença no ambiente digital?’

Apesar de realmente haver a ação contra a marca por parte desse Sr., o vídeo da matéria (+de 2 milhões de views) parece não ter ferido sua imagem ou presença online. Principalmente após o comunicado oficial em sua fanpage – reforçado com o vídeo de teor institucional (+de 4 milhões de views) – além de, sites como o E-farsas.com explicando os pormenores da história para que os consumidores da marca tivessem suas próprias conclusões.

Sabemos que um processo produtivo não é totalmente livre de falhas, e já vimos casos de leite e suco contaminados na fonte. Merdas acontecem. Também creio que um pedido de danos morais de R$ 10.000,00 – se fundamentado – não deixaria a empresa mais pobre.  O fato é que laudos apontam, a justiça decide, e a ordem se cumpre.

Concordo com alguns dos insights da Natália, quanto a ações que a marca poderia ter tomado. Mas compreendo também o modesto posicionamento desta diante do caso, o qual ela certamente não deseja alimentar.

Sobre a menção do convite no vídeo e a criação de um hotsite para agendar – ou fazer online – visitas à fábrica, lembrei das visitas que eu mesmo fiz à Spaipa Curitiba, ainda aluno do ensino fundamental – década de 80 – quando a turma vencia nas arrecadações de prendas para a festa junina e o troféu era passar uma tarde na fábrica. Visitávamos toda a produção e depois assistíamos um institucional colorido – se entupindo de refrigerante – sobre sua história. Compreendo hoje que essas visitas foram benéficas à marca a longo prazo. Também não duvide da magia que era pra nós crianças entrar na Coca-Cola. Realmente uma grande experiência.

Invariavelmente, apesar de todos os atributos e vínculos que temos com características funcionais e emocionais de uma marca, ainda a vemos como realmente é, uma marca. Percebe-se isso pelo número de menções nas redes sociais e comentários negativos em posts – ainda que cada vez menores e mais sarcásticos. Temos a tendencia de tomar partido pelo que nos é mais humano, como persona, ou aquilo que pode nos atingir enquanto consumidores.

Defendo que, enquanto marca, o cuidado com a reputação e repercussão deve ser dobrado. Saber se posicionar em momentos de crise e na resolução de problemas é fundamental. Um produto com identidade e valores voltados ao cliente precisa ser transparente em todos os seus processos, e continuar sendo mesmo diante de seus erros. A preocupação com 0 impacto ambiental é par da preocupação com a sociedade como um todo e dos efeitos destes produtos no usuário final.

A Coca-Cola já possui o Verdades e Boatos e reforçou seu posicionamento diante do fato. O Sr. Wilson – fato ou não –  tem seu caso sendo julgado. E eu vou abrir uma latinha de Coca-Cola que ninguém é de ferro.

P.S.: Stuart Little é um símbolo familiar personificado num rato, que me lembra domingo, que me lembra Coca-Cola.

Written by MarcelGinn®

Não sou chegado de Dalton Trevisan, nem fiz poesia com Leminski, o que não me torna menos vampiro de Curitiba.

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